Clipping CRQ-III
Conselho Regional de Química - 3ª Região
Canal de Marapendi ainda recebe esgoto
RIO - No dia seguinte à inauguração da estação elevatória de esgoto do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, as margens do Canal de Marapendi revelam que as promessas de águas despoluídas ainda continuam distantes de serem concretizadas. O canal continua sofrendo com o despejo de dejetos em seu leito, como informa reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal O Globo. Bem em frente à unidade da Cedae há uma ligação clandestina jorrando. Dali até a Ponte Lúcio Costa, existem pelo menos outros oito pontos de lançamento de esgoto.
A própria Cedae reconhece o problema. Segundo o presidente da companhia, Wagner Victer, parte desse despejo no Canal de Marapendi provém de ligações feitas na rede de águas pluviais. A medida é tão disseminada que a Cedae está conectando a tubulação, que deveria captar apenas água de chuva, à sua rede de esgoto.
A Rio-Águas, órgão da Secretaria municipal de Obras, no entanto, informa que regularização das ligações de esgoto é atribuição da Cedae. A prefeitura diz realizar vistorias periódicas, mas alega que, se a Cedae fiscalizasse o destino do esgoto nos condomínios, as ligações na rede de águas pluviais não aconteceriam. O ambientalista Mário Moscatelli entrou nesta segunda-feira com uma representação no Ministério Público pedindo que as responsabilidades da fiscalização sejam definidas.
O presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Tijucamar e Jardim Oceânico, Eric Pereira, ficou surpreso ao saber que há ligações clandestinas de esgoto no Jardim Oceânico mesmo depois do trabalho feito pela Cedae antes da inauguração da elevatória do bairro.
Fonte: Globo online
Data: 27/08/08
Lixo avança em rio e destrói manguezal da Baixada Fluminense
Eco-barreira continha poluição de rio que deságua na Baía de Guanabara, mas se rompeu. Segundo a Serla, barreira do Rio Meriti vai começar a ser consertada em 15 dias.
“Sofás, tubos de imagem, isopor, garrafas, lâmpadas”. O lixo citado pelo biólogo Mário Moscatelli é apenas o exemplo do que ele acha no manguezal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, área que ele recupera há nove anos. “O material descartado sem cuidado pela população traz prejuízos ambientais”
E o
caso piorou. A eco-barreira instalada para conter a poluição no Rio
Meriti que deságua na Baía de Guanabara se rompeu. O caminho está livre para
a destruição do manguezal. Na tarde desta terça-feira (26), uma mulher que
trabalha na eco barreira recolheu o pedaço de uma cama.
Os dejetos seguem para a Baía de Guanabara ou ficam presos no manguezal, que
na realidade deveria ser um berçário para centenas de espécies animais.
Pelos cálculos do biólogo, o rompimento da eco-barreira construída pela
Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) fez uma área
equivalente a dois campos de futebol do tamanho do Maracanã, ser ainda mais
invadida por um inimigo do meio ambiente.
O lixo derruba a vegetação. Algumas árvores foram arrancadas pela raiz, e
outras não conseguem crescer na sujeira.
Serla reconhece demora nas obras
A direção da Serla reconheceu a demora para licitar as obras de manutenção das eco-barreiras. Por isso, informou que somente a partir de agora pretende estudar como apressar os reparos. Ainda de acordo com a Serla, a barreira do Rio Meriti vai começar a ser consertada em 15 dias
Fonte: G1-Globo online
Data: 27/08/08
Governos gastam cerca de US$ 300 bilhões (R$ 492 bilhões) por
ano para manter o preço dos combustíveis baixo ou para ajudar os produtores,
dinheiro que muitas vezes é desperdiçado e deixa de ajudar os mais pobres,
disse o Programa Ambiental da ONU (Pnuma) nesta terça-feira (26).
A energia barata encoraja um maior consumo e desencoraja a eficiência. Ela
também atrasa o processo de transição para fontes de energia "limpa", disse
o relatório do Pnuma.
Cortar os subsídios energéticos seria bom para o clima e reduziria as
emissões de carbono em cerca de 6%, disse Kaveh Zahedi, coordenador de
mudança climática do Pnuma.
"Essa é claramente uma área que precisamos reexaminar em nossa luta contra a
mudança climática", disse Zahedi durante a conferência preparatória para o
COP 14, que tem a participação de 160 países em Gana.
Os subsídios "nem sempre ajudam os pobres que mais precisam", e muita vezes
beneficiam mais os mais ricos, disse Zahedi. "Alguns países gastam mais em
subsídios de petróleo que em saúde e educação combinados."
O baixo custo da eletricidade não beneficia aqueles que não têm fornecimento
de energia elétrica, e famílias pobres consomem uma quantidade pequena de
petróleo, disse.
O país que mais gasta com esse tipo de subsídio é a Rússia, seguida pelo Irã
e pela Arábia Saudita.
Alguns países africanos são conhecidos por gastar todo o dinheiro que
recebem de ajudas externas para tentar baixar o preço do petróleo. Essa
medida pode ser politicamente popular, mas é também bastante nociva.
"Na análise final muitos subsídios para combustíveis são introduzidos por
razões políticas, mas simplesmente perpetuam as ineficiências da economia
global", disse Achim Steiner, diretor do Pnuma.
O relatório disse que o dinheiro poderia ser usado para programas de ajuda a
famílias de baixa renda ou mais diretamente orientado para promover energia
verde.
A reunião de 1.600 delegados e especialistas de 160 países é a terceira
conferência esse ano a trabalhar para um novo acordo sobre a mudança
climática para substituir o Protocolo de Kyoto de 1997, que expira em 2012,
que deve ser adotado em dezembro do ano que vem, em Copenhague.
Fonte: Ambiente Brasil
Data: 27/08/08
Enquanto cada brasileiro produz em média 920 gramas de lixo
sólido por dia, a quantidade de lixo reciclável que é recuperada, seja na
coleta seletiva seja por catadores, chega apenas a 2,8 kg por ano, por
habitante. “É um volume baixo em relação ao que é produzido porque, na
verdade, a coleta seletiva atinge um percentual só do volume produzido”,
afirmou, em entrevista à Agência Brasil, o secretário nacional de Saneamento
Ambiental, Leodegar Tiscoski.
Os dados são do Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos/2006,
feito pelo Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), que vai
ser divulgado hoje (27) pelo Ministério das Cidades.
Apesar do baixo índice de coleta seletiva, o secretário disse que a
quantidade de lixo produzido pode ser considerada boa. “Só que nos países
desenvolvidos, esses volumes tendem a diminuir, uma vez que já existe uma
política de redução da produção de lixo, ou seja, tanto nos domicílios
quanto na indústria, o que é levado para a coleta é um volume menor, porque
há uma redução na produção e há uma seleção prévia desse lixo, do que não
vai para o aterro, mas para a reciclagem”.
O diagnóstico do SNIS obteve informações de 247 municípios, que concentram
quase 50% da população brasileira. Nessas cidades, 90% dos habitantes são
atendidos pelo serviço de coleta de resíduos sólidos, lixo produzido em casa
e na indústria que não é enviado para o esgoto.
No entanto, a coleta seletiva formal, feita com caminhões adequados, está
presente em 55,9% dos municípios pesquisados, enquanto catadores de lixo
trabalham em 83% dos casos. Entre os principais materiais coletados estão
papel e papelão (44,3%), plásticos (27,6%) e metais (15,3%).
Atualmente, segundo o secretário, existem no Brasil mais de 700 mil
catadores de lixo reciclável. Cerca de 53% dos catadores dos municípios
pesquisados estão ligados a alguma cooperativa. Em 160 cidades, “foram
destinados [pela secretaria] R$ 50 milhões para a construção de galpões de
catadores, um programa que visa a organizar essa classe”, para dar condições
de trabalho melhores nas cooperativas e associações, informou Tiscoski.
Na opinião do secretário, são necessárias ações tanto para conscientizar a
população sobre a importância da separação do lixo em casa quanto para
instrumentalizar a coleta seletiva nos municípios. “De nada adianta ter uma
seleção no domicílio se é tudo jogado dentro de um volume só, não recebe
nenhum tratamento; o transporte e a destinação têm que ser separados”,
acrescentou.
Fonte: Agência Brasil
Data: 27/08/08
Mais de 3,5 mil quilos de lixo são retirados na Baía de Guanabara
Garrafas pet e pneus são alguns dos materiais mais encontrados nas margens. Material reciclável será vendido e o restante vai ser entregue à Comlurb.
Um balanço divulgado na tarde desta quinta-feira (21) pela Secretaria estadual do Ambiente revelou que 3,7 mil quilos de lixo foram retirados da Baía de Guanabara em duas semanas.
As operações para retirada de lixo flutuante começaram no dia 4 de agosto. Garrafas pet e pneus são alguns dos materiais mais encontrados às margens da Baía. Além do problema da poluição, o lixo atrapalha a passagem de embarcações.
Segundo a Secretaria do Ambiente, o material reciclável será vendido e o restante vai ser entregue à Comlurb - Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Numa vistoria, os técnicos encontraram ainda 17 navios abandonados na Baía. Todos estão à deriva e quatro são de grande porte.
Os navios serão inspecionados para identificar os riscos ambientais. A operação na Baía é permanente e faz parte de uma parceria entre as secretarias do Ambiente e dos Transportes.
Fonte: G1-Globo online
Data: 22/08/08
Nessa quinta-feira, a Associação Brasileira do Alumínio (Abal)
e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas)
divulgaram o Índice Nacional de Reciclagem de Latas de Alumínio para Bebidas
relativo ao ano passado. No anúncio, durante o IX Seminário Internacional de
Reciclagem do Alumínio, em Campos do Jordão (SP), surgiu um comentário bem
humorado, com base numa decepção recente – a derrota da Seleção brasileira
masculina de futebol para a Argentina: “pelo menos nisso o Brasil foi
medalha de ouro”.
Pelo levantamento das entidades, o Brasil lidera mundialmente, pelo sétimo
ano consecutivo, a reciclagem de latas de alumínio para bebidas, com um
percentual de 96,5% do total comercializado no mercado interno, em 2007. Os
números impressionam: foram recicladas no ano passado 160,6 mil toneladas de
sucata de latas, o que corresponde a 11,9 bilhões de unidades - 32,6 milhões
por dia ou 1,4 milhão por hora.
Trata-se do maior resultado registrado pelo índice, desde que ele passou a
ser calculado, em 1990. Até então, o recorde havia sido alcançado em 2005,
quando o país atingiu a marca de 96,2%. Em 2007, o volume de latas coletado
no país foi 15,5% maior que o do ano anterior, acompanhando as vendas, que
cresceram 13% no mesmo período.
O segundo colocado no ranking é o Japão, com 92,7% de reciclagem, que lá é
obrigatória por lei, e, em terceiro, ficou a Argentina, com 90,5%.
Há quatro anos, o índice desse vizinho brasileiro era de aproximadamente
60%. “A crise econômica na Argentina destacou as oportunidades e vantagens
de reciclar o alumínio”, disse a AmbienteBrasil o coordenador da
Comissão de Reciclagem de Abal, Henio De Nicola.
Ele reconhece que boa parte da performance brasileira nesse quesito deve-se
à desigualdade econômica reinante no país, quadro que impulsiona um
significativo contingente de menor poder aquisitivo a complementar a própria
renda por intermédio do “valor agregado que o alumínio tem”. Isso quando a
renda não vem inteiramente dessa atividade de coleta e posterior
comercialização das latas.
Isso não diminui, contudo, o mérito brasileiro em investir na reciclagem, se
posicionando na vanguarda desse processo. Apesar desse índice superior a 96%
do que foi lançado no mercado interno, a Indústria do Alumínio ainda importa
sucata de latas de outros países – as chamadas UBC, sigla de Used
Beverage Can -, comprando do México e dos Estados Unidos, por exemplo.
Isso porque a Indústria brasileira não se limita mais a fazer novas latas de
latas usadas. “Uma parte das recicladas hoje vira liga para o setor
siderúrgico, entre outros usos industriais”, explica Henio.
É uma percepção menos valorizada, por exemplo, pelos Estados Unidos, onde o
índice de reciclagem de latas de alumínio fechou 2007 em 53,8%. “Não existem
fatores sociais impulsionando a coleta”, diz Henio, fazendo a ressalva de
que o volume reciclado corresponde a dez vezes mais que o contabilizado em
solo brasileiro. “Em valores absolutos, é considerável”.
Vantagens
No Brasil, a reciclagem de latas de alumínio para bebidas movimentou no
ano cerca de R$ 1,8 bilhão. Somente a etapa de coleta (compra de latas
usadas) injetou cerca de R$ 523 milhões na economia nacional, o equivalente
à geração de emprego e renda para 180 mil pessoas.
Além dos benefícios sociais e econômicos, esse processo é reconhecidamente
benéfico ao meio ambiente. O processo de reciclagem de latinhas libera
somente 5% das emissões de gases causadores de efeito estufa, quando
comparado à produção de alumínio primário.
Pelos cálculos da Abal e da Abralatas, ao substituir um volume equivalente
de alumínio primário, a reciclagem de 160,6 mil toneladas de latinhas
proporcionou uma economia de 2.329 GWh/ano de energia elétrica ao país, o
suficiente para abastecer, por um ano inteiro, uma cidade com mais de um
milhão de habitantes, como Campinas (SP).
“Estamos absolutamente felizes em manter essa hegemonia”, disse Henio De
Nicola a AmbienteBrasil. Ele ressalta, entretanto, que o potencial de
crescimento nesse campo é muito maior. Na Inglaterra, a lata de alumínio é a
embalagem de 66% da cerveja comercializada naquele mercado. No Brasil, menos
da metade: 32%.
Da mesma forma, nos Estados Unidos, 56% dos refrigerantes são acondicionados
nelas. No Brasil, apenas 8%. A preferência aqui é pelas famigeradas garrafas
PET, felizmente também cada vez mais destinadas à reciclagem.
Fonte: Ambiente Brasil
Data: 22/08/08
A África já está sofrendo com "choques climáticos", disse o
presidente de Gana na abertura da conferência climática preparatória para o
COP 14 da Polônia e que reúne 160 países a partir desta quinta-feira (21).
Ele também se juntou ao grande número de líderes que acreditam que o ritmo
das negociações devem ser acelerados para que se consiga um acordo sobre as
emissões de carbono.
Mais de 1.600 representantes de países e especialistas em meio ambiente
começam uma semana de difíceis negociações, esperando iniciar um rascunho da
linguagem a ser usada no novo tratado climático que substituirá o Protocolo
de Kyoto em 2012.
O presidente John Kufuor disse que seu país tem sido testemunha de secas e
enchentes no últimos anos, ressaltando as previsões científicas de que a
África será o continente mais atingido pelo aumento das temperaturas
globais.
"Há uma necessidade real de fortalecer a capacidade dos países,
principalmente da África, de lidar com tais choques climáticos", disse o
presidente.
Sob o Protocolo de Kyoto, as emissões caíram em 37 países que se
comprometeram a reduzir suas emissões em 5%, tendo por base os níveis de
emissão de 1990, até 2012.
No novo acordo, que deverá se chamar Acordo de Copenhague, já que sua
conclusão está prevista para uma reunião na capital dinamarquesa, vai mudar
parcialmente o foco para a criação de fundos e transferência tecnológica,
para que os países em desenvolvimento se adaptem às mudanças climáticas ao
mesmo tempo que constroem suas economias de maneira ecologicamente correta.
Kufuor disse que dezenas de bilhões de dólares devem ser canalizados para os
países mais vulneráveis, a cada ano.
Yvo de Boer, secretário executivo da Convenção dobre Mudança Climática da
ONU, disse que o rascunho deve ficar pronto em um ano para que os
negociadores concluam o acordo em Copenhague em dezembro de 2009.
"Os negociadores precisam acelerar as discussões e entrar em temas mais
concretos se os governos pretendem atingir a data limite que determinaram",
disse.
Países industriais devem completar um conjunto de regras que determinem a
redução continuada de suas emissões de carbono, incluindo a troca
internacional de créditos de carbono.
Para a África, uma questão chave nas conversas de Acra será como recompensar
países que diminuam o desmatamento e como fornecer fundos para a manutenção
das florestas. Cerca de 20% do aumento das emissões de carbono vêm da
destruição de florestas.
"Não houve nenhum país que tenha falado contra" um acordo em geral, disse
John Lanchbery, da organização não governamental Birdlife International.
"Eles gostariam de ver o acordo implementado de maneiras diferentes. Mas
ninguém tentou acabar com a proposta. Todos querem que ela aconteça."
Acra é a terceira reunião desde a primeira, em dezembro de 2007, em Bali,
Indonésia. Pelo menos outras cinco ocorrerão até o acordo final.
Fonte: Estadão
Data: 22/08/08
Governadores de três Estados produtores de petróleo - entre
os quais Rio de Janeiro e Espírito Santo, os dois maiores do país no mar -
defenderam nesta quinta-feira (21) serem favoráveis à manutenção das atuais
regras de exploração e pediram que a taxação sobre grandes campos produtores
seja elevada já. Em meio a críticas à condução do debate atual, eles
disseram estar abertos a discutir um novo modelo, com o advento da camada
pré-sal.
O governador do Rio, Sergio Cabral, afirmou que o debate está
esquizofrênico. Para ele, a possibilidade de se criar uma nova estatal para
o pré-sal é especulativa e destacou que o movimento "intempestivo" das
últimas semanas teve repercussão nas ações da Petrobras, que tiveram
desvalorização. Cabral pediu ainda "respeito" à estatal.
"Enquanto a riqueza ficar lá embaixo, ninguém usufrui dela. Enquanto ficar
essa esquizofrenia, o Brasil não ganha. A Constituição americana foi mudada
poucas vezes em mais de 200 anos. Acho que temos que ter uma enorme
prudência. Casuísmo não vai bem, malandro demais se atrapalha. Aqueles que
estão provocando um debate precipitado não estão no bom caminho", declarou.
Cabral disse ainda que pretende reunir todos os governadores de Estados
produtores e dos que são abrangidos pela região pré-sal. Questionado sobre o
pleito do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de redistribuição geográfica
das áreas marítimas, que aumentaria a abrangência paulista sobre a bacia de
Santos, onde estão as recentes descobertas no pré-sal, Cabral foi irônico.
"Petróleo gerou um tema igual à seleção brasileira, todo mundo tem palpite",
completou.
Alinhados com Cabral, os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do
Sergipe, Marcelo Déda, pediram que os contratos já firmados sejam
respeitados e lembraram que o o governo pode acompanhar o movimento de
outros países ampliando a taxação sobre os produtores. Eles citaram como
exemplo as Participações Especiais, incidentes sobre campos com grande
produção ou grande rentabilidade. Para ampliar essa taxação, bastaria o
governo alterar o decreto 2.705/98, sem ter que levar ao Congresso.
"As regras que temos hoje para que estados acessem royalties formam marco
legal que ainda tem plena validade e que merece pleno respeito. O que nós
precisamos, sem fazer grandes revoluções na legislação, é fazer ajustes de
sintonia fina para que país possa ter uma resposta ainda melhor dessa
riqueza, como está acontecendo no resto do mundo", observou Déda.
Os governadores pediram prudência e cautela em torno dos debates sobre a
camada pré-sal e mostraram-se temerosos quanto á possibilidade de as atuais
regras serem "desmanteladas". Para Déda, levar a discussão para o Congresso
agora, além de não resolver a questão, abrirá insegurança sobre o tema.
"Não dá para discutir alteração no marco dos royalties sem ouvir os
governadores dos estados produtores", disse o representante do Sergipe.
Ainda que tenha se declarado aberto a discutir, Cabral ressaltou que a
discutida redistribuição de recursos já existe. Ele citou que a União deverá
arrecadar R$ 10 bilhões em royalties e Participações Especiais, que já são
revertidos a programas sociais em todo o país. O governador fluminense
lembrou ainda que a arrecadação poderá aumentar ainda mais com os Bônus de
Assinatura (lances) pagos pelas empresas nos leilões de petróleo.
"A cada leilão realizado de um novo campo, 100% do arrecadado vai para a
União. E vocês podem imaginar, com risco menor, o que serão os novos leilões
do que serão essa vasta riqueza que é o pré-sal. Mas estamos abertos a
discutir", afirmou.
Marcelo Déda disse também que é necessário que se tenha uma noção mais
completa das reservas da camada pré-sal antes de se alterar a lei.
"É preciso travar um debate racional sobre a nova realidade do petróleo no
Brasil, sem querer de forma prematura desfazer toda uma sistemática jurídica
e legal preexistente em cima de uma realidade que sequer está bem
dimensionada", frisou
Não podemos confundir as bolas. Não podemos transformar esse debate em
disputa insensata para ver quem ganha mais dinheiro de royalties.
Fonte: Folha online
Data: 22/08/08
Nova estatal para pré-sal abre debate entre governo e especialistas
Governo estuda criar nova empresa para explorar área. Proposta foi debatida na terça-feira em reunião interministerial.
Governo e especialistas divergem na avaliação sobre a forma de conduzir a exploração da área do pré-sal - uma reserva de petróleo e gás a grandes profundidades, em uma área de 800 quilômetros que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo.
O governo
avalia a possibilidade de criar uma empresa 100% estatal para explorar a
área - mas essa não será apenas uma decisão técnica do governo. Trata-se de
escolher entre dois modelos: o atual, que funciona sob o regime de
concessões, e o de partilha, que é considerado ineficiente e mais atrasado.
No modelo de concessões, as empresas que exploram são escolhidas em leilão,
e pagam à União em dinheiro, sob a forma de royalties e participações
especiais. No regime de partilha, uma empresa estatal administra a
exploração: o Estado fica com uma parte do petróleo explorado, e a empresa
com outra parte.
“A decisão de governo tem que ser se o Brasil quer ser um grande exportador
‘in natura’ e a estatal faria sentido, ou se queremos manter um regime
moderno, que é o de concessões e royalties, onde o Estado se remunera com
dinheiro diretamente, que é a coisa mais difícil do mundo. É ter dinheiro em
caixa para fazer investimentos”, comenta o consultor em energia e petróleo
Jean Paulo Prates.
O consultor David Zilberzstajn, ex-diretor geral da Agência Nacional de
Petróleo (ANP) acha que o governo não precisa mexer na Lei do Petróleo nem
criar uma nova empresa. “O modelo que temos hoje atende perfeitamente as
necessidades do pré-sal. Não precisa criar novidade como se a lei não
tivesse prevendo, melhor canalização de recursos
Lei do Petróleo
O ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, foi quem trouxe a público a opção por uma
nova estatal. O ministro discutiu uma outra idéia, na reunião da comissão
interministerial, em Brasília, na terça-feira (19), para analisar mudanças
na Lei do Petróleo.
Trata-se da possibilidade de criar um fundo soberano para administrar as
receitas geradas pela exploração do pré-sal. Esse tipo de fundo já existe em
outros países, como a Noruega.
“Todos os lucros de petróleo são enviados a este fundo e em seguida
devolvido uma parte dele para compor um lastro financeiro do país.
Reservando-se uma parte do recurso para aplicação em educação, saúde etc.
Não tomamos nenhuma decisão e vamos demorar um tempo ainda a tomá-la”,
garante o ministro.
Fonte: G1-Globo online
Data: 20/08/08
Pré-sal deve beneficiar o povo, diz diretor da Petrobras
Segundo Guilherme Estrella, diretriz já foi dada pelo presidente Lula. Diretor afirmou que exploração dos recursos é uma 'questão de Estado'.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, integra a corrente que defende que as mudanças no setor de petróleo incluam a destinação dos recursos do pré-sal para política pública.
"O presidente (Lula) deu o marco e a direção. O pré-sal é riqueza que tem que ser aplicada em benefício do povo. Qual vai ser o modelo adotado ainda não se sabe, mas serão levadas em consideração atribuições legais do governo, da ANP (Agência Nacional do Petróleo), da Petrobras. Tudo vai ser discutido", disse.
Desde o início do debate envolvendo as mudanças no setor de petróleo e a possível criação de uma nova estatal para orientar investimentos na área do pré-sal, o diretor evita tecer comentários em público a respeito. Na noite de segunda-feira (18), depois de ser homenageado na Assembléia Legislativa do Rio, Estrella preferiu manter o tom cauteloso.
Lembrou que "existem vários interesses públicos e privados" em relação ao tema petróleo no país e não quis revelar sua posição quanto à necessidade ou não de criação de uma nova estatal. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que prestigiou a homenagem a Estrella, deixou o local sem dar entrevistas.
Desde que sua opinião contrária à criação da "Petrosal", como está sendo apelidado o projeto de estatal, encontrou resistências junto ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão - um dos entusiastas da idéia -, Gabrielli se mantém à parte da discussão pública a respeito.
'Questão de Estado'
Estrella disse apenas que o debate "está em voga" e que há "vários aspectos a serem considerados". Para ele, porém, o "aproveitamento de recursos originados pelas pesquisas da Petrobras é uma questão de Estado e não vai considerar interesses privados".
Indagado sobre a dubiedade da declaração, o diretor reiterou: "O controle (da Petrobras) é governamental, mas tem acionistas que tem que ser respeitados, porém, nestas novas descobertas o interesse da nação é soberano. Não devem ser considerados os interesses das empresas A, B ou C."
O executivo fez questão de salientar, contudo, que "é claro que não haverá quebras de contratos". A decisão do Conselho Nacional de Política Energética, comentou, garante a manutenção de todos os contratos de concessão já assinados. Ele afirmou ainda ser bem provável que até o final de 2009 sejam conhecidos mais detalhes sobre o pré-sal, especialmente na área de Tupi, onde a companhia já identificou reservatórios de até oito bilhões de barris.
Fonte: G1-Globo online
Data: 20/08/08
Tendência é gás do pré-sal virar GNL, diz diretora da Petrobras
FORTALEZA (Reuters) - O gás natural que será produzido na camada pré-sal do campo de Tupi, na bacia de Santos, deverá ser regaseificado em unidades flutuantes em plena costa brasileira para atender o mercado interno e, no futuro, ser exportado, informou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.
"Uma delas, e a mais provável, dependendo do volume, será fazer uma unidade flutuante de GNL, para atender a demanda nos nossos terminais, voltada para o mercado interno, mas se houver água até o topo (das hidrelétricas) podemos dispor para exportação", afirmou Foster à Reuters após entrevista coletiva para anunciar o primeiro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) do país, no Porto de Pecém (CE).
Segundo Graça, uma definição para a utilização do gás natural contido nos reservatórios gigantes do pré-sal deverá demorar ainda alguns anos para ser tomada, já que vai requerer estudos sobre a produção e escoamento do combustível a mais de 200 quilômetros da costa.
"Se o petróleo do pré-sal já vai levar tempo, o gás vai levar muito mais tempo ainda", disse a executiva, que durante a entrevista afirmou que o Brasil ainda vai precisar por muitos anos do gás boliviano.
Com a entrada dos terminais de GNL, no entanto, a segurança do fornecimento de gás natural do país aumenta, destacou Foster, que prevê que a partir de 25 de setembro seja despachada a primeira carga de GNL para o mercado.
"Vamos entregar GNL para rodar algumas (usinas) térmicas) em condição comercial", disse a diretora, que veio ao Ceará participar na quarta-feira da inauguração do terminal com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além do terminal de Pecém, que terá capacidade para processar 7 milhões de metros cúbicos diários, a Petrobras vai antecipar para novembro a entrada do terminal de GNL da baía de Guanabara, para 20 milhões de metros cúbicos, e um terceiro terminal, ainda sem local definido mas previsto para o sul do país, vai depender dos resultados dos leilões de energia do governo, para determinar o volume da demanda.
Segundo Foster, em agosto o Brasil consumiu 61 milhões de metros cúbicos de gás natural, sendo cerca de 25 milhões no mercado e 35 milhões pela própria Petrobras, que reinjeta o gás combustível nos poços produtores para aumentar a produção. Mais 30/31 milhões de metros cúbicos são fornecidos pela Bolívia.
O terminal de Pecém representou um investimento de 380 milhões de reais e ficou pronto em oito meses. A empresa fez contrato com a BG e a Shell para compra do produto, "além de outras duas empresas que não podem ser citadas", explicou Foster. O primeiro navio, da BG, chegou ao porto de Pecém com 75 mil metros cúbicos de GNL, informou a diretora.
Fonte: G1-Globo online
Data: 20/08/08
Mistura de biodiesel e Reduc ajudam a reduzir importação de diesel
RIO - A Petrobras estima que a entrada em operação das refinarias de Abreu Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) tornem o país auto-suficiente na produção de óleo diesel a partir de 2012. Para o curto prazo, a projeção da companhia é reduzir a importação do produto em mais de 30% este ano graças à instituição da mistura de 3% de biodiesel ao óleo e à entrada em operação de uma nova unidade de conversão de coque na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no estado do Rio de Janeiro.
Atualmente, a Petrobras importa cerca de 100 mil barris de diesel por dia. De acordo com o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, a compra do produto do exterior aumentou neste ano devido à geração de energia a partir de termelétricas a diesel. Segundo ele, a adoção do B3 - que entrou em vigor em 1º de julho - contribuirá para a redução de 20% desse volume, enquanto outros 12 mil barris por dia deixarão de ser importados graças à nova unidade da Reduc, que entrou em operação há três semanas.
Já reduzimos de 100 mil para 68 mil barris por dia de diesel em termos de importação. Esses dois fatores vão ser bastante importantes em termos da redução de importação e da balança de pagamentos, afirmou Costa, que participou hoje de entrevista sobre a instalação de uma nova refinaria no Ceará.
A produção da unidade cearense será destinada principalmente à exportação. Serão 300 mil barris diários de derivados - diesel, querosene de aviação, nafta, gás liqüefeito de petróleo e coque - a partir de 2016. Em 2014 ficará pronta a primeira fase, para a produção de 150 mil barris diários. O custo total da refinaria será de US$ 11,1 bilhões.
O diesel a ser produzido pela unidade será do tipo Premium, segundo especificações que permitem a entrada nos mercados de Estados Unidos e Europa. Atualmente, o diesel fabricado no país segue, na média, a especificação Euro 3 e o que será produzido no Ceará será do tipo Euro 5, com menor produção de enxofre como subproduto da combustão.
Além da unidade no Ceará e das refinarias de Abreu Lima e Comperj, a Petrobras pretende instalar outra unidade Premium no Maranhão, também voltada para exportação e com capacidade de produzir 600 mil barris diários de derivados. O objetivo é elevar a produção total de derivados no país dos atuais 1,9 milhão de barris por dia para 3,2 milhões de barris diários.
Costa reafirmou que a empresa indiana Reliance, especializada em petroquímicos e têxteis, já demonstrou interesse de participar do projeto da refinaria de Abreu Lima, com a fabricação de insumos para a produção de PET (material para garrafas de plástico) e de filamentos têxteis. Segundo o executivo, os indianos também mostraram interesse em participar da 2ª geração do Comperj.
Atualmente, a obra da unidade pernambucana continua e o contrato de fornecimento de petróleo para a planta começou a ser discutido entre Petrobras e a venezuelana PDVSA.
Fonte: G1-Globo online
Data: 20/08/08
EUA e Brasil vão manter liderança na produção de etanol, diz estudo
Segundo trabalho, Brasil continuará como maior exportador. Congresso dos EUA pode extender tarifas sobre produto até 2012.
Os EUA e o Brasil continuarão a liderar a produção mundial de
etanol em 2015, de acordo com um estudo sobre o setor de autoria do
economista Fábio Silveira, da RC Consultores, apresentado nesta terça-feira
(19) no Conselho de Estudos Ambientais da Federação do Comércio dos Estado
de São Paulo (Fecomercio).
De acordo com o trabalho, os EUA deverão ocupar a liderança, produzindo 56
bilhões de litros anuais do combustível, seguidos pelos 50 bilhões de litros
do Brasil. A expansão americana seria sustentada essencialmente por
incentivos fiscais, uma vez que seu custo de produção seria “pouco
competitivo”.
Já a produção brasileira seria aumentada em decorrência de
vantagens comparativas como condições climáticas favoráveis, domínio da
tecnologia agrícola e disponibilidade de áreas para plantio.
Segundo Silveira, a constituição de um mercado internacional de etanol não
depende apenas do aumento das vendas brasileiras – o país é o maior
exportador mundial do produto. Será preciso também que outros países elevem
sua produção, aumentando tanto o número de vendedores quanto de consumidores
do combustível alternativo, para que se ampliem as possibilidades comerciais
do etanol.
Mercado americano
O trabalho prevê que o crescimento da produção de etanol de
milho nos EUA será menor que o registrado nos últimos anos, o que fará com
que o país não possua excedentes para exportação. Assim, o autor projeta uma
aceleração no desenvolvimento da tecnologia do etanol celulósico nos EUA.
Já o presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, José
Goldemberg, não acredita que os Estados Unidos tenham o etanol celulósico
num curto espaço de tempo. “Todo mundo que trabalha nessa área sabe que
entre a produção de laboratório e a escala necessária para o mercado há uma
distância terrível. Não significa que não valha a pena investir no etanol
celulósico, mas uma coisa é o experimento em uma bancada de laboratório com
tudo limpinho sob controle, e outra é fazer isso em escala industrial”, diz
Goldemberg.
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Para o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio, Mario Marconini, existe uma sinalização de que o Congresso americano poderia estender a atual alíquota ao etanol brasileiro – considerada como elevada pelos produtores - até 2012.
Segundo ele, uma mudança dessa posição poderia trazer reflexos positivos em todo o mundo. “Os Estados Unidos poderiam ser um grande aliado brasileiro, não somente no consumo de etanol brasileiro, mas também em uma possível “comodditização” desse combustível, introduzindo essa cultura no resto do mundo, completa Marconini.
Fonte: G1-Globo online
Data: 20/08/08
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta
terça-feira (19) que é provável que o Brasil opte por um modelo de
armazenamento do lixo nuclear em cápsulas especiais de aço, que guardam os
rejeitos com segurança por até 500 anos.
O modelo foi apresentado na segunda-feira (18) ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e 11 ministros por representantes da Eletronuclear e da Cnen
(Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Segundo o ministro, a cápsula poderia ainda ser enterrada, em local que não
foi definido. Além disso, ela pode ser transportada com segurança, o que
permite o armazenamento fora da usina.
Ao conceder a licença prévia para a construção de Angra 3, o Ibama exigiu
que se encontrasse uma solução mais segura e duradoura do que a que existe
hoje. Atualmente, o lixo nuclear produzido nas usina de Angra 1 e 2 é
armazenado em piscinas de resfriamento dentro da própria usina.
"No momento todo o rejeito é guardado nas proximidades da usina por
segurança. O transporte dos rejeitos é que pode causar algum problema",
disse Lobão.
Lobão confirmou ainda que quatro novas usinas nucleares deverão ser
construídas nos próximos anos, duas delas no Nordeste. Bahia, Alagoas,
Pernambuco e Sergipe se propuseram a abrigar as usinas.
Fonte: Folha online
Data: 20/08/08
Relatório da organização não-governamental Greenpeace,
divulgado na terça-feira (19) em São Paulo, aponta que apenas 0,8% dos mares
brasileiros estão protegidos por leis de preservação. O resultado está
abaixo da média mundial, de 1%, que, segundo a ONG, já é insuficiente para a
recuperação da biodiversidade.
No documento, intitulado À Deriva - Um Panorama do Mar Brasileiro, o
Greenpeace mostra ainda que, das espécies economicamente exploradas pela
pesca nos mares do país, 80% estão ameaçadas.
“Queremos regularizar a atividade pesqueira para garantir a continuação da
sustentabilidade econômica do setor no futuro”, ressalta Leandra Gonçalves,
coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.
Além da regularização da atividade pesqueira, o estudo identifica outros
três temas prioritários na preservação dos oceanos: impactos das mudanças
climáticas, criação de áreas marinhas protegidas e ausência de uma Política
Nacional de Oceanos.
Segundo a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula
Prates, é possível aumentar sensivelmente a proteção do mares do país nos
próximos anos. De acordo com ela, a meta é de alcançar 10% dos mares
protegidos em 2012.
"A gente sabe que é um desafio muito grande, talvez a gente não consiga
atingir em 2012, atinja em 2015, mas eu acredito que é uma meta a ser
perseguida. Como foi já perseguida nos demais biomas terrestres."
"Hoje em dia, a gente já está chegando perto desse número em alguns biomas
terrestres como a Amazônia por exemplo", afirma Ana Paula.
Fonte: Agência Brasil
Data: 20/08/08
Petrobras investirá R$ 500 milhões em projetos ambientais
A
Petrobras vai destinar R$ 500 milhões no período 2008-2012 para ações que
incluem patrocínios, fortalecimento das organizações ambientais e suas redes
e disseminação de informações sobre o desenvolvimento sustentável. Os
recursos integram a nova etapa do Programa Petrobras Ambiental, com o tema
“Água e clima: Contribuições para o desenvolvimento sustentável”, o que
representa uma ampliação em relação à fase anterior, cuja temática abrangia
a água e sua biodiversidade. A mudança teve como objetivo adequar o programa
ao cenário ambiental atual e previsto para os próximos anos. A seleção
pública 2008, que contemplará os projetos a serem patrocinados até 2010, já
está com inscrições abertas pela internet pelo site www.petrobras.com.br.
As ações estratégicas previstas pelo Programa Petrobras Ambiental até 2012
incluem o investimento em patrocínios a projetos ambientais, que serão
contemplados a partir de seleções públicas para períodos de dois anos, sendo
que a primeira já está com inscrições abertas. Além disso, a Petrobras está
investindo no fortalecimento das organizações ambientais e suas redes, a
partir da criação de um espaço de aprendizagem e conhecimento que permita
socializar os saberes. Por fim, a Companhia destina esforços à disseminação
de informações para o desenvolvimento sustentável, promovendo ações de
comunicação voltadas para a discussão do modelo de desenvolvimento
sustentável.
Entre 20 de agosto e 15 de setembro, serão realizadas caravanas ambientais a
diversas cidades de todo o país, para esclarecimentos sobre o Programa
Petrobras Ambiental 2008-2012. Nesses eventos, técnicos da Companhia
explicarão as regras do Programa, quais são as linhas de atuação e como
devem ser elaborados os projetos, a partir de um roteiro básico desenvolvido
pelos técnicos da área de Programas Ambientais da Petrobras. A idéia é
orientar os interessados na formatação das propostas.
Fonte: Petrobras
Data: 18/08/08
Pedra de Guaratiba ganhará estação de tratamento de esgoto
As obras terão início na próxima segunda-feira (18). Cerca de 20 mil habitantes serão beneficiados.
Começa, na próxima segunda-feira (18), a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Com investimento de aproximadamente R$ 4,3 milhões, a estação beneficiará cerca de 20 mil habitantes.
De acordo com a Subsecretaria de Gestão das Bacias Hidrográficas (Rio-Águas), órgão da Secretaria municipal de Obras, a estação foi projetada para tratar 40 litros de esgoto por segundo e o prazo de conclusão da obra é de seis meses.
O projeto
A ação faz parte do programa municipal Saneando Sepetiba, que teve início em 2007 e possui verba de aproximadamente R$ 166 milhões.
Segundo a Rio-Águas, as obras incluem a implantação de 63 Km de rede de drenagem de águas pluviais, 141 Km de rede de esgoto, duas estações de tratamento de esgoto (uma em Sepetiba e outra em Pedra de Guaratiba) e de 13 elevatórias.
Fonte: G1-Globo online
Data: 18/08/08
Estudo científico publicado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) projeta que a mudança climática da Terra poderá afetar o mapa agrícola do Brasil. O aquecimento global poderá forçar a migração de culturas, a diminuição de área de cultivo e maior pressão sobre a chamada área de “fronteira agrícola” entre o Cerrado e a Amazônia.
As regiões mais afetadas são Sul, Sudeste e Nordeste do país, o que pode resultar na transferência de culturas para as áreas agricultáveis da Amazônia Legal e no aumento do fluxo migratório para a região. Segundo o coordenador do estudo, Hilton Silveiro Pinto, áreas agricultáveis da Amazônia “não deverão sofrer qualquer problema”.
A Embrapa Informática Agropecuária e o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas da Unicamp) fizeram projeções para 2020, 2050 e 2070 e construíram dois cenários para as culturas de algodão, arroz, café arábica, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja.
No cenário mais pessimista, as temperaturas vão subir em diferentes regiões de 2 a 5,4 graus célsius. No cenário menos negativo, a variação é de 1,4 a 3,8 graus Celsius.
À exceção da cana-de-açúcar e da mandioca, as projeções prevêem que todas as demais culturas estudadas sofrerão impactos negativos com o aquecimento da temperatura no planeta. Segundo o estudo “Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira”, algumas plantas podem até continuar crescendo com a mudança climática, mas sem florescer e gerar frutos.
O estudo contabiliza que, se nada for feito para reverter o aquecimento, a agricultura brasileira poderá perder até R$ 7,4 bilhões ao ano, a partir de 2020, com a diminuição da safra de grãos. Em 2070, o prejuízo poderá contabilizar até o dobro e chegar a R$ 14 bilhões/ano. Nessa hipótese, a soja (que, na safra 2007/2008, colheu 61 milhões de toneladas de grãos) é a cultura mais prejudicada: os pesquisadores estimam uma perda de área agricultável de até 40%.
No caso da cana-de-açúcar e da mandioca, o efeito é o contrário: o aquecimento aumenta o volume de terras com clima adequado para a plantação.
O presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, criticou projeções feitas com pesquisas climáticas e opinou que o cálculo está distorcido. “Eles analisam só as culturas que têm prejuízo, mas avaliando só as culturas que terão prejuízo não avaliam, por exemplo, o impacto positivo no caso da cana”, pondera.
O coordenador do estudo, Hilton Silveiro Pinto, afirmou que a pesquisa quer evitar qualquer “terrorismo climático” e associou a preservação com a agricultura como forma de combate ao aquecimento global. “Nós temos grandes processos de mitigação e adaptação que hoje se mostram práticas totalmente viáveis de seqüestro de carbono e que evitam danos à agricultura, fazendo arborização e cultivo, integrando pecuária, lavoura e floresta”, defendeu.
Para o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paulo Barreto,o estudo mostra que é “melhor prevenir do que remediar” o aquecimento global, e uma forma de fazer isso é resolvendo o problema fundiário da Amazônia. “A principal medida é reduzir o desmatamento na Amazônia. O estudo reconhece que já tem tecnologia para melhorar a qualidade da pastagem, ou seja, criar mais gado nas pastagens que já foram abertas”.
Além do combate ao desmatamento e às queimadas; os pesquisadores da Unicamp e da Embrapa assinalam que medidas como o plantio direto na palha (sem aragem) podem mitigar os efeitos do aquecimento. Outra possibilidade, criticada por ambientalistas, é a produção de sementes geneticamente modificadas, que gerem plantas mais resistentes ao aumento das temperaturas.
Não há unanimidade na comunidade científica sobre as causas do aquecimento global. O painel intergovernamental das Nações Unidas atribui o aumento de temperatura à emissão de gases que eliminam a camada de ozônio que protege a Terra de raios solares. O Brasil é considerado um grande emissor desses gases por causa do desmatamento das florestas.
Outros cientistas não vêem na ação do homem razões suficientes para o aumento do aquecimento, e explicam o fenômeno com base no aumento da intensidade dos raios solares e dos ciclos da Terra, entre outros fatores. Para alguns, o aquecimento pode até aumentar a quantidade de chuvas em algumas áreas.
Para fazer as projeções, os pesquisadores da Unicamp e da Embrapa produziram mapas climáticos dividindo o território nacional em áreas de 50 quilômetros quadrados. O estudo levou 10 meses e custou R$ 530 mil financiados pela Embaixada Britânica.
Fonte: Ambiente Brasil
Data: 18/08/08
Universidade mexicana faz alerta sobre iminente "Era de gelo"
A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previu hoje que o planeta Terra está perto de uma "pequena Era de gelo" que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.
O
trabalho da Unam foi apresentado pelo pesquisador do Instituto de Geofísica
desse centro, Víctor Manuel Velasco Herrera, em um ato público em que foi
defendido que a recente ruptura da geleira argentina Perito Moreno, incomum
por ter ocorrido em pleno inverno, não foi devido à mudança climática.
segundo ele, se trata de um processo natural provocado pela temperatura e
pela precipitação do rio.
O especialista disse na conferência "Los derrumbes del Glaciar Perito
Moreno" ("A destruição da geleira Perito Moreno", em tradução livre) que
este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou quatro anos, "ainda no
inverno".
Depois, Velasco afirmou que as previsões do Intergovernmental Panel on
Climate Change (IPPC), onde se informa que a temperatura vai aumentar por
causa da mudança climática, são errôneas.
"São incorretos porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam
resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar",
disse.
Ele acrescentou que dentro da mudança climática há fatores internos como os
vulcões e a atividade humana, e externos como a solar.
"Curiosamente o astro nunca foi visto como um agente de esfriamento, mas de
aquecimento, mas tem os dois papéis", apontou.
Segundo ele, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde a atividade
solar diminui consideravelmente, "portanto, em dois anos aproximadamente,
haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a 80 anos", e a conseqüência
imediata disso será a seca.
"Neste século as geleiras vão aumentar", como se pode observar na
cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.
Fonte: Carbono Brasil
Data: 18/08/08