Câmara Técnica de Ensino

 

Regimento Interno

Anexo 1

Anexo 2

Anexo 3

 

Câmara Técnica de Ensino

Quais os objetivos da Camara Técnica de Ensino do CRQ-III?
São vários os objetivos mas o objetivo inicial é congregar um fórum de articulação com as diversas instituições do estado. A câmara pode ser um veículo para que questões importantes da profissão sejam debatidas e levadas à discussão. Como por exemplo a questão do Projeto de lei da deputada federal Alice Portugal. Temos de detectar carências na área de informação no qual o CRQ-III possa ajudar em atividades, como Semanas de Química, trazendo cada vez mais profissionais para ministrar palestras, seminários, enfim, criar um elo entre o CRQ-III e as instituições de ensino.
 

Como e quem pode participar da Câmara Técnica de Ensino?
Ela segue o mesmo princípio das Câmaras Técnicas de Água e de Meio Ambiente, nas quais alguns conselheiros se ofereceram para trabalhar. No próximo informativo, publicaremos um edital em que solicitaremos aos profissionais da Química que desejarem participar da CTE o envio de um currículo para ser analisado. Contudo a grande diferença entre a Câmara de Ensino e as outras já aprovadas é que além ser composta por profissionais e conselheiros, teremos ainda um órgão assessor, composto por coordenadores de cursos de química e engenharia química. Nossa idéia é formar um grande fórum com oito ou nove componentes para que também não descaracterizar a idéia da câmara.
 

De maneira geral, como está a formação dos profissionais da Química?
Posso dar a minha visão sobre o curso de química, devido à minha área de atuação. Existe uma diferença grande nos enfoques de formação, mas não acho que isso seja necessariamente ruim, mas é uma característica de cada instituição. Há coisas muito básicas, já definidas em termos mundiais em tópicos de matérias nas quais a abordagem é diferenciada. Segundo o prisma da formação profissional, talvez seja importante levantar uma discussão com os coordenadores numa tentativa de padronizar a abordagem desses assuntos.
Na média, todavia apesar da questão de escassez de recursos, da qual sofrem principalmente as universidades públicas, o profissional da Química e de engenharia química do Estado é de boa qualidade. Costumava dizer aos meus alunos que nós os formamos para trabalhar em um emprego que ainda não existe, e usar uma tecnologia ainda não inventada, uma vez que temos de preparar os novos profissionais para o futuro, por isso eles precisam ter um alicerce,ou seja, uma base muito sólida.

 

Conselheiro Sergio Machado

 

Como está sendo vista a questão dos cursos de Tecnólogos?
Me preocupa a idéia do imediatismo, em achar que temos que formar profissionais de maneira muito rápida. Acredito que a Química é muito ampla e restringir determinadas áreas como se fossem independentes, é complicado.
 

Ainda existem dificuldades de currículo em algumas áreas da Química?
O currículo deve ser dinâmico, mas sei que é difícil modificá-lo. Todos fazem o que consideram o melhor possível e quando isso é levantado, acabam abordando questões complicadas e até mesmo pessoais. A Química Verde, por exemplo, é uma coisa muito nova e é possível que o profissional conclua a graduação sem ter visto, caso não faça um curso ou uma matéria eletiva. Alguns cursos têm uma estrutura mais rígida e um conjunto imenso de disciplinas básicas, com poucas eletivas porque são obrigados a tê-las. O modelo do IQ-UFRJ é o que mais me agrada, porque além da parte obrigatória tem um enorme leque de optativas. O aluno precisa ter maturidade, afim de que passe a ser co-autor da sua carreira. Nesse momento entra o processo de orientação acadêmica, que o acompanhará desde o primeiro período.
 

De que maneira o CRQ-III pode ajudar as Instituições de Ensino?
Aos levantarmos a discussão da atribuição profissional, com uma atuação ética do químico, estamos auxiliando as Instituições. Esse trabalho será desenvolvido nos círculos de palestras e semanas acadêmicas, que, no Rio, são uma tradição. Os departamentos de Química Inorgânica da UFRJ e da UFF realizam as escolas de verão que estão na quinta edição, e o CRQ está lá, trazendo especialistas de dentro ou fora do estado, participando e auxiliando no que é possível. Acredito numa aproximação maior do Conselho com as coordenações dos cursos, pois formamos profissionais que acima de tudo são cidadãos e devemos orientá-los bem, pois um responsável técnico de uma indústria é igualmente responsável por vidas.